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Fui demitido. O que eu faço agora?

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"Fui demitido! O que eu faço agora?"

Ser demitido é sempre ruim. Se você já passou por esta experiência sabe como é.

A demissão pode ou não estar ligada a questões do seu desempenho profissional. A sua empresa também pode estar passando por problemas financeiros gerados por má gestão ou situação política e econômica ruim do país ou do setor de atuação.

Na grande maioria das vezes você não ouvirá da empresa o real motivo, então não adianta se preocupar com isso. O foco deve ser você e o seu futuro profissional.

Qualificação e desempenho

É importante você fazer uma auto-avaliação pessoal e profissional para ver onde você pode melhorar para conquistar uma recolocação profissional. Responda as seguintes perguntas e formule um plano onde for necessário:

  • Minha qualificação acadêmica está de acordo com minha função atual e com a carreira que eu pretendo seguir? Graduação em curso superior ou concluir um curso técnico são muito importantes para quem não os tem. Já para os formados, cursos de extensão, pós-graduação ou MBA podem ser boas opções. Cursos de atualização profissional da sua área, também são válidos.
  • Comunico bem minhas ideias e vendo bem a minha imagem para as outras pessoas? Se não, analise suas interações e tente melhorar a forma que você se comunica. Você pode buscar auxílio de um coach ou psicólogo para orientá-lo.
  • Tenho características de ser resolutivo e empreendedor?  As organizações estão ficando mais horizontais, com menos níveis hierárquicos, ou com menos rigidez de comandos e ordens. Muitas vezes os profissionais não sabem o que é esperado e as tomadas de decisão e ações importantes para o negócio demoram muito. Pense sempre que a empresa é sua e tome a ação.
  • O que é necessário fazer para o “meu negócio” ou o “meu setor” funcionar e atender bem às necessidades da empresa e dos clientes? Sempre que tiver dúvida, conversar com colegas e superiores é uma boa ideia para manter o alinhamento e demonstrar engajamento na empresa.
  • Quais foram as dificuldades que tive na empresa em que fui desligado? Reconhecer suas limitações e dificuldades é o primeiro passo para romper as próprias barreiras e ter um desempenho cada vez melhor na sua vida profissional.

Procurar um emprego na mesma área ou posição

Normalmente as pessoas demitidas pensam em procurar um emprego na área em que já tem sucesso, ou estão confortáveis em trabalhar. No entanto, é preciso ficar atento:

  • Você está disposto a recomeçar em uma empresa com uma posição ou salário menor na mesma área? O mercado tende a padronizar para baixo os salários dos novos funcionários, então fique atento ao pacote completo de benefícios, incluindo possibilidade de crescimento.
  • Quanto tempo suas reservas financeiras lhe sustentam até você conseguir um novo emprego? A palavra de ordem é economizar.
  • Comece a buscar sua recolocação logo após a sua demissão, porque pode ser que você esteja no momento, na hora, e com a vaga certa à disposição e consiga um novo emprego rapidamente, mas a média de tempo para recolocação é de oito meses, segundo estudo do SPC Brasil publicado em 2016.

Abraçar uma nova profissão ou carreira

Está é uma decisão arrojada e deve ser muito analisada antes de qualquer tomada de decisão. Considere os seguintes pontos:

  • Você conhece profundamente a nova profissão e o negócio de atuação pretendido?
  • Além do conhecimento, você tem as habilidades e atitudes necessárias para ter, no mínimo, um bom desempenho, que possa ser melhorado com o tempo?
  • O mercado profissional que você pretende ingressar tem carência, ou, pelo menos, não tem excesso de profissionais à disposição?
  • Sua rede de relacionamentos (networking) conta com profissionais dentro da nova carreira para você conversar ou obter alguma indicação?
  • Você pode arcar com os custos de instrução e tempo de recolocação na nova área?

Se você não se sentir seguro com mais de uma das perguntas acima, pare e repense se você quer mesmo fazer esta mudança. Se quiser, o que você precisa estudar e fazer para chegar lá.

Empreender

Abrir o próprio negócio no Brasil é desafiador. Altíssima carga tributária, burocracia, encargos sociais sobre a folha de pagamento, custos de transporte e de financiamento. Tudo leva a você desistir de abrir uma empresa.

Porém, um negócio para chamar de seu é a melhor forma de você realizar os seus sonhos. O seu negócio precisa satisfazer o seu desejo pessoal por realização e felicidade, seja ele qual for: reconhecimento, dinheiro, ajudar os outros, etc.

Porém para empreender, o esforço é muito grande e você precisa dar atenção a praticamente de tudo o que foi dito acima, vamos rever:

  • Qualificação e conhecimento do negócio aprofundados do mercado que você quer atuar. Estude, estude e estude mais um pouco.
  • Ser resolutivo não é mais opção, é obrigação. Não tem ninguém para resolver os problemas por você ou junto com você. Ou você assume a responsabilidade sobre as decisões a serem tomadas, ou o negócio vai dar errado.
  • Cuide dos recursos financeiros. Você precisa ter um capital de giro e um caixa saudável, mesmo que no início você não tenha lucros. Mais uma vez: economize até que o negócio esteja consolidado. Você não vai ter um salário garantido no final do mês. Você vai ter um faturamento e vai adequar o seu salário a este faturamento.
  • Comunicar-se muito bem e trabalhar diariamente na divulgação do seu negócio, de forma presencial ou virtual. Networking é diferencial de sucesso. Como dizia o apresentador de TV dos anos 80, Chacrinha: “- Quem não se comunica, se trumbica!”
  • Venda muito. Não adianta você ter um ótimo produto ou serviço e não vender toda a sua capacidade produtiva. Invista tempo nas vendas. Essa é uma das principais chaves de sucesso para qualquer empreendimento.
  • Conheça muito bem a concorrência e combata-a com produtos excelentes, preços justos, atendimento diferenciado, promoções, premiações para seus clientes, etc. Você precisa gerenciar seus “inimigos” de mercado.
  • Planeje tudo antes de fazer, começando por um bom plano de negócios para avaliar e pensar em todos esses pontos antes do lançamento. O plano de negócios pode ser adaptado ao longo do tempo, mas no início ele é fundamental para direcionar seus esforços.

Seja qual for a sua escolha, lhe desejamos muito sucesso.

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Faça a medida do sucesso com KPI

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Você está no caminho certo? Seu negócio ou suas ações estão tendo sucesso? Se você não usa nenhuma medida, provavelmente você tem uma ideia sobre os resultados que parte da sua observação. No entanto, quando você se depara com situações de maior complexidade e muitas entradas de dados fica difícil administrar apenas pela sua percepção.

Por exemplo, você tem 30 operadores de teleatendimento e eles produzem cerca de 200 ligações por dia. Como você sabe que a quantidade de ligações está adequada para cada um e para o todo e como você mede aspectos qualitativos, como satisfação do cliente ou erros de processo? Não é possível escutar todas as ligações para formar uma opinião, então é necessário ter dados para administrar.

KPI

Um KPI, em tradução livre, é um indicador chave de desempenho. OS KPI são medições objetivas de elementos essenciais aos objetivos que levarão ao sucesso do negócio.

O KPI precisa ter uma compreensibilidade fácil e fazer sentido para todos os degraus hierárquicos na organização.

Por exemplo, se sua empresa trabalha com comércio varejista, você pode medir o número de itens por minuto que passam nos pontos de venda, pois quanto mais vendas, mais lucro. De posse dos dados, você poderá comparar e treinar seu pessoal, considerar alternativas de software para agilizar o processamento, avaliar se os pontos de venda poderiam ter mais fluxo de clientes.

O ideal é você trabalhar em cima de indicadores, mas tome o cuidado de não se perder em um mar de números. Ter muitos indicadores, ou indicadores para tudo, pode causar mais trabalho extra para organizar estas informações do que trazer o retorno esperado de melhoria da performance e atingimento dos seus objetivos. Aposte na simplicidade e relevância.

O KPI serve como base para tomada de decisão e ação. Sempre que usar um indicador, tome ações concretas em cima da informação coletada para corrigir, otimizar ou validar o seu negócio.

Resumo

O KPI precisa ser:

  • Essencial ao negócio
  • Baseado em dados
  • Compreensível
  • Simples
  • Levar a uma ação

Tenha um currículo que se destaca

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Sejamos práticos. Vivemos em um mundo que é bastante voltado à aparência e menos preocupado com o conteúdo ou a eficiência. Logo, o seu currículo é a sua peça de publicidade pessoal e você deve aproveitar ela da melhor maneira.

O currículo serve principalmente para comunicar ao recrutador as suas informações pessoais, seus estudos, sua experiência profissional e o qual o seu objetivo. No entanto, você sabia que há muito mais informações que um currículo carrega para o processo seletivo?

Formato

A aparência e originalidade de um currículo demonstra o quanto você valoriza esse documento que mostra quem você é profissionalmente. À primeira vista um currículo causa uma impressão parecida com a que você tem quando conhece uma pessoa nova, só que você não tem a possibilidade de seguir rumos diferentes na conversa de acordo com o interlocutor. Então a mensagem que escrevemos tem que ser correta, clara e agradável.

Você pode utilizar um modelo pronto do Microsoft Word ou da internet, mas tome o cuidado de preencher todos os campos com os seus dados, não deixando nada do modelo.

Se você não for um especialista em design gráfico, siga o básico: use texto justificado e uma fonte de tamanho 10 a 12 e coloque os títulos em negrito e tamanho 14 e não utilize fontes estilosas ou divertidas. Lembre-se que o currículo é um documento profissional.

Cuide dos espaços entre as palavras e no início dos parágrafos e separe os títulos do seu currículo com um espaço um pouco maior entre linhas.

Use no máximo duas páginas para escrever o seu currículo. É mais que suficiente para transmitir as informações relevantes para quase todos os profissionais.

Ao enviar seu currículo por e-mail, sempre que possível, prefira gravar em formato PDF. As empresas podem ter diferentes leitores de documentos diferentes do que você usou para escrever e o seu currículo poderá aparecer ou ser impresso deformado.

Conteúdo

Alguns aspectos do conteúdo contam como aparência, você sabia?

É muito importante que os textos não tenham erros de escrita ou de português. Isso demonstra o quanto você dá valor e foco ao que você faz, uma característica muito valorizada pelas empresas.

Você precisa ter o seu currículo sempre atualizado. Pode parecer estranho, mas tem profissionais que enviam currículo com experiências incompletas, ou sem informações sobre a ocupação atual.

As primeiras informações do seu currículo precisam ser o seu nome com destaque e os seus dados de contato. Isso facilita o trabalho do recrutador e consequentemente aumenta as suas chances de ser considerado para a vaga. Não é necessário escrever “Currículo” ou “Curriculum vitae” no título.

Também não é absolutamente necessário colocar foto, embora hoje em dia estejamos em um mundo conectado e tenhamos fotos nos perfis das redes sociais e as pessoas (inclusive os recrutadores) estão acostumadas em ver o nome e uma foto. Então, se você optar por colocar uma foto, o ideal é uma foto pequena que mostre você de rosto e com vestimenta profissional ou neutra. Dispense fotos de formatura ou de festas.

Informe nas experiências os seus últimos atingimentos de metas e contribuições que fez para o negócio. Pense: por que você é ou foi importante para a empresa?

Se você tem alguma habilidade ou conhecimento específicos que utilizou em suas experiências anteriores, informe. Por exemplo, sistemas SAP, Totvs, Microsoft Dynamics, etc.

Dica de ouro em relação ao conteúdo: Não minta no currículo. Com certeza você pode valorizar seus pontos fortes, mas não escreva nada que não seja verdade, pois quando você for descoberto, isso vai gerar uma quebra de confiança com as pessoas da empresa e é bem possível que você dê adeus ao seu emprego.

Seguindo essas dicas, você vai ter um destaque em relação a pelo menos 60% dos candidatos, que não dão atenção a esses pontos.

Boa sorte.

 

Controle o funil de vendas e feche mais negócios

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Todo vendedor precisa acompanhar o seu pipeline e tomar as ações para cada negócio em andamento. Para tornar esse processo algo mais visual e processualizado, é utilizado o conceito de funil de vendas.

O funil de vendas é uma ferramenta de acompanhamento e controle que auxilia na disciplina necessária para executar as ações comerciais e diversas ferramentas de CRM contemplam esse conceito em seus processos e relatórios.

O aspecto gráfico em forma de funil representa bem como funciona o mundo comercial. Existe uma maioria de clientes potenciais e leads. À medida que estes leads são trabalhados e qualificados junto ao cliente e o negócio vai em direção a um acordo, eles vão se tornando vendas potenciais e qualificadas, que são em número consideravelmente menor do que os leads.

No final, o negócio é encerrado, onde podemos ter ganho ou perdido e a quantidade é bem menor.

Fases de maturação

As fases de maturação ou passos do processo não são fixas para todos os negócios, então não existe um conceito certo e errado. A escolha das fases vai depender do tipo de produto/serviço a ser ofertado, da sua estrutura e do processo de vendas escolhido.

Desconsiderando negócios perdidos e ganhos, existem empresas que escolhem 5 fases (lead, qualificação e identificação da necessidade, qualificação do negócio e decisores, fechamento financeiro e fechamento contratual), outras optam por um ciclo super curto de 3 fases (lead, negociação, formalização), e outras com produtos mais complexos ou que desejam tem o rastreamento mais detalhado do fluxo podem ter mais de 7 fases. Um conselho: quanto mais simples, melhor.

O que é importante cuidar no funil de vendas

Envelhecimento dos negócios no pipe

Filtrando todos os negócios com data prevista mais antiga do que três meses atrás, o que você vê? Nada? 3 negócios? 300 negócios? Se tem muitos negócios, será que você já não perdeu metade e não sabe? Quando foi o último follow-up? Negócios velhos no pipeline indicam descontrole de vendas e falta de contato com os clientes. Verifique no mínimo uma vez por mês todos os negócios do seu funil de vendas.

Processo e responsáveis indefinidos

Digamos que você tem 400 negócios no pipeline. A pergunta é: Quantos vão fechar neste mês e quanto vai entrar de receita na empresa? Quais as ações que precisam ser tomadas para os negócios fecharem? Quem fará a ação? É necessário ter muita clareza do processo para cada etapa de vendas. Por exemplo: para os negócios que estão na fase de negociação financeira, a ação é do vendedor ligar para todos os clientes que se aplicam e ofertar o brinde “xyz” ou o desconto de final de ano de x% para o fechamento no mês.

Conclusão

Processualizar o fluxo de trabalho de vendas é dar mais qualidade de atendimento para os clientes e maximizar as possibilidades de receitas da empresa. O funil de vendas é uma das ferramentas que prestam grande apoio a estes objetivos.

Propósito: Para que serve sua empresa?

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Falamos no post Propósito – Como você define o seu sobre como você identifica seu propósito pessoal. Neste texto, escrevemos sobre propósito empresarial ou corporativo, complementando a visão sobre missão, visão e valores convencional.

E o que é propósito? Propósito é a vocação, a utilidade e a capacidade de uma empresa. Vamos fazer um exercício pessoal. Complete a frase: “- Eu existo para …”. Pode ser que você tenha uma resposta formada ou não, mas o exemplo é suficiente para levar ao ponto onde conseguimos identificar o propósito em nossas vidas. Em grupos ou empresas a ideia é a mesma. Pensemos sobre: “Minha empresa serve para … “.

Tudo na vida da empresa deve estar ligado com o propósito. A liderança, estratégia, planejamento de ações, cultura e execução.

Vejamos que o propósito está bem próximo dos conceitos clássicos de missão, visão e valores, porém ele é uma definição que traz uma resposta existencial em um tom de ação prático e utilitário, e não apenas ideológico.

O propósito deve ser a energia que move a companhia. Assim como em nossas casas, a energia que recebemos é a mesma, porém o aparelho que ligamos, e que transforma esta energia, é diferente conforme a necessidade.

Vamos ver alguns exemplos de propósito de empresas mundialmente conhecidas:

  • Nintendo: Colocar sorrisos nos rostos de todos que tocamos.
  • Disney: Fazer as pessoas felizes.
  • IKEA: Criar uma vida diária melhor para todos.
  • Johnson & Johnson: Importar-se e cuidar do mundo, uma pessoa de cada vez.

Com as declarações acima, vemos uma grande simplicidade mesclada com uma chamada à ação objetiva. O trabalho na descoberta do propósito pode não ser totalmente preciso em um primeiro momento, mas à medida que ele é posto em prática, é possível melhorar o conceito e tornar ele mais claro para todos os colaboradores.

A dica ao trabalhar na identificação do propósito do seu grupo/empresa é manter-se simples e conectado com o que a empresa nasceu para fazer.

 

Temos chefia, liderança ou nenhum?

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Há bastante tempo se fala nas diferenças entre chefia, liderança e gerência. De forma simplista, as conceituações são relacionadas a chefes como pessoas que apenas mandam, gerentes como burocratas organizadores de recursos e líderes como pessoas carismáticas, que inspiram seus pares ou liderados em direção das tarefas e objetivos que precisam ser executados. Partindo desta discussão, vamos explorar os paradigmas da falta de chefia, liderança e gerência, propósito e modelos de organização.

Propósito e modelos de organização

Liderança, estratégia, planejamento de ações e cultura precisam estar diretamente ligadas com o propósito. Propósito é a vocação, a utilidade e a capacidade de um indivíduo ou empresa. Quando existe um senso de propósito na comunidade, os esforços convergem naturalmente para a mesma direção. Tente completar a frase: “Minha empresa (ou meu grupo) existe para … “. Este exercício leva às portas do entendimento do propósito. Veja mais no post Propósito: Para que serve sua empresa?

As empresas, por sua história ou orientação ideológica e acadêmica dos donos ou altos diretores, podem optar por diferentes modelos de organização e que estão diretamente ligados com a opção pelo nível de qualificação dos colaboradores.

  • Centralizados, onde um ou poucos comandam. Normalmente opera com profissionais de qualificação mais baixa, porém a limitação estará sempre na capacidade de supervisão do chefe.
  • Hierarquizados, em que há uma cadeia de comando clara e com responsabilidades definidas. Permite graus de qualificação profissional escalonados conforme o degrau hierárquico.
  • Matriciais, com enfoque nas tarefas ou projetos e a liderança é distribuída entre gerentes de pessoas/áreas e gerentes de projetos. Permite graus de qualificação profissional escalonados conforme a especificidade da tarefa ou setor.
  • Descentralizados, onde cada profissional tem suas atividades e as questões maiores são decididas por consenso e as pequenas necessidades são lideradas eventualmente pelos membros conforme a necessidade. Neste modelo é necessário um altíssimo grau de qualificação dos profissionais.

Desafios

Levantamos estes dois aspectos para reflexão com base em grupos, setores e empresas que observamos na atualidade. Encontramos empresas desconectadas do propósito e outras em estado de ausência ou disfuncionalidade de chefia, liderança e gerência (os três).

Empresas sem propósito ou com ações desconexas do propósito são muito comuns, não importa o tamanho nem se a declaração de missão, visão e valores é perfeita. O propósito precisa ser entendido, sentido e compartilhado por todos os membros da comunidade. Para cumprir esse papel, podem ser utilizados treinamentos, reuniões, coaching, material gráfico que relembre este propósito, etc.

Já a ausência ou disfuncionalidade de chefia, gerência e liderança acontece por medo de dirigir ordens às outras pessoas, falta de conhecimento, confiança em informações incorretas recebidas, ou negligência com a organização. Esta fraqueza está em sua grande maioria no topo da pirâmide organizacional. Donos, presidentes e diretores de área. Não somente estes, mas especialmente os colaboradores da alta administração precisam entender e desempenhar o seu papel no desenvolvimento da organização e seu propósito.

E então, o que precisamos, chefes, gerentes ou líderes? A escolha entre um dos enfoques de organização e de supervisão de grupos vai depender das escolhas da comunidade ou da companhia. Em alguns casos chefes são necessários, em outros, a liderança moderna ajuda mais. Porém, o mais importante é tomar atitude e fazer uma escolha.

Mesmo se a primeira escolha não for a mais adequada e seja necessário fazer mudanças no futuro é uma situação melhor do que a empresa ficar à deriva, sem destino. ou pior com destino traçado para o insucesso.

Após feita a decisão sobre perfil da posição, é preciso que a pessoa escolhida tenha a capacidade, as atitudes necessárias e a liberdade de agir.

Tudo isso profundamente ligado com o propósito da empresa ou do grupo.

Você já ouviu falar em depowerment?

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Com certeza você já ouviu falar em “empowerment“, que é dar poder a membros da equipe, ou a pessoas para quem se delega alguma atividade. E o “depowerment“? Será que você, como líder, faz ou já fez isso?

Vamos lá: Depowerment é o oposto de empowerment. É a ação de tirar o poder, a capacidade ou a força de decidir ou executar alguma tarefa, de um indivíduo ou grupo de indivíduos, momentaneamente ou permanentemente.

Exemplo

Gerente da área de Recursos Humanos delega para seu analista de treinamento discutir com os líderes de outras áreas as necessidades de treinamento e as ofertas que estão à disposição no portfolio de T&D da companhia, mas não lhe dá autonomia de orçamento, localizações, tipo de treinamento que é possível realizar nem o poder de definir agendas. O que vai acontecer: as reuniões com os líderes será superficial e focada em anotar pedidos de treinamento, que terão que passar pelo gerente da área de recursos humanos e provavelmente deverão ainda ser discutidas novamente em outras reuniões.

Podem existir casos onde é necessário um caminho mais burocrático, com níveis de aprovação e rodadas de negociação. Mas em diversas ocasiões similares ao exemplo, não existe tal necessidade, e profissionais com empowerment poderiam dar mais agilidade para a empresa.

Liderança

Líderes com personalidade centralizadora, tendem a concentrar o poder de decisão e reduzir ou retirar este poder de outras pessoas, mesmo nas coisas pequenas.

Líderes “roteadores”, aqueles que delegam superficialmente todas as suas incumbências para terceiros, também podem estar tirando a capacidade de execução de outras pessoas, pois seus liderados sabem que estão trabalhando para alguém que dificilmente lhes dará o reconhecimento pelo trabalho, o que leva a uma baixa performance e soluções com pouca ou nenhuma criatividade, pois os colaboradores sentem que não são donos do que estão fazendo.

Compartilhamento de poder e riscos

Naturalmente não é em todas as situações que o poder será delegado, nem será totalmente retirado. A análise importante a ser feita é: Qual o valor do risco que representa para a companhia se a ação não for feita, ou for feita errada e de forma irremediável?

No caso de riscos maiores, é interessante que seja feito o compartilhamento do poder. Autonomia nos pontos não críticos ou reparáveis e consenso ou níveis de aprovação para processos críticos e que podem trazer prejuízos significativos.

Alinhamento

Quando se dá poder para alguém, é importante traçar o escopo deste poder. O que pode e o que não pode ser feito. Também é importante alinhar qual a finalidade da delegação. O que é esperado que aconteça no final. Assim o profissional que recebeu a incumbência poderá lidar com as situações que virão e cumprir adequadamente com o que é esperado.

Feedback e preservação do empowerment

Embora não seja o objetivo, quem delega precisa eventualmente passar alguma informação importante ou até orientar em algum ponto do que precisa ser realizado. Não se omita. Faça, mas sempre em particular, pois você delegou uma atividade e poderes para outro profissional. Assim você ajuda o profissional com sua orientação e preserva a liderança no andamento do trabalho delegado para ele.

Resumindo, não seja a Kryptonita dos seus colegas e liderados. Não faça um depowerment.

Propósito – Como você define o seu?

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Normalmente, tudo o que fazemos tem por base alguma motivação, incentivo ou necessidade. Trabalhamos, cuidamos de nossa família, estudamos e interagimos com outras pessoas.

Existe uma origem maior para os atos dos indivíduos e dos grupos e que atende suas necessidades, serve de incentivo e também os motiva, que é o senso de propósito.

Quando respondemos a nós mesmos para quê servimos, ou qual a nossa missão em determinado contexto, este é o propósito.

Na definição formal, propósito é a razão pela qual algo existe ou é feito, usado, executado, etc.

Vamos a um exemplo prático: Um vigilante de agência bancária sabe que tem que seguir os procedimentos de sua instrução de trabalho, mapeamento de riscos e vulnerabilidades. Além deste conhecimento, ele tem consciência de que quanto melhor e mais detalhadamente fizer seu trabalho, menor é a chance de ocorrências perigosas acontecerem. O objetivo do profissional é proteger própria vida, a dos clientes e o patrimônio do banco. Tudo isso é a sua missão. Seu propósito.

É bastante frequente que os indivíduos e grupos não estejam conscientes dos seus propósitos ou até não tenham um propósito definido. E se não há propósito, não há visão para o futuro, logo não há como desenvolver uma estratégia para a vida pessoal, profissional ou corporativa.

Defina o seu propósito

Bússola

Para definir o propósito ou começar esse processo, pergunte a si mesmo:

– Para que eu existo?
– Qual a missão do meu setor, empresa, organização?
– Na minha vida, como eu faço a diferença positiva?

Quanto maior for seu autoconhecimento ou o conhecimento das necessidades e da vocação do seu negócio, você estará mais próximo da direção correta do seu propósito.

Experimente pensar sobre o assunto e registre a anotação do seu propósito. Você verá que esta definição evolui e fica mais clara ao longo do tempo.

Sua meta de vendas nunca mais vai falhar

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Fica a dica: se você quer continuar fazendo tudo como sempre fez e ainda sentir-se imensamente satisfeito com o atingimento de sua meta de vendas, siga o desenho e coloque suas metas abaixo dos resultados já obtidos. O resultado é infalível. Porém, tenha cuidado: a concorrência geralmente não pensa dessa forma.

Fonte: Pinterest

Liderança de tempos de paz e tempos de guerra

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O que diferencia e o que aproxima líderes de tempos de paz, cujo principal trabalho é inspirar os momentos de desenvolvimento das empresas e lideranças de tempos guerra, que focam em enfrentar crises, atingir objetivos e vencer desafios?

O artigo de Ben Horowitz, Peacetime CEO/Wartime CEO, traz uma visão bastante interessante sobre o tema. Transcrevo e comento abaixo algumas diferenças levantadas pelo autor:

Os líderes de paz sabem que protocolos corretos levam à vitória. Líderes de guerra violam os protocolos para vencer. A primeira sentença naturalmente verossímil, porém é importante que a empresa não fique mergulhada na burocracia. Já, quanto à última sentença, não é possível considerar violar protocolos como uma necessidade, ou algo bom, mas já testemunhei líderes de tempos de guerra ignorarem ou agir à margem das normas corporativas para vencer – e para todos os efeitos, a imagem que ficou é de que venceram, a despeito da evasão de seus liderados.

Líderes de paz focam no contexto global e dão poder para seu time cuidar dos detalhes. Líderes de guerra se importam com um pingo d’água no oceano, se isso interferir com seus planos ou com o que acreditam. Delegação de poder versus atribuição de tarefas. Quando não existe um senso de propósito, visão, prioridades e caminho comuns a todos na organização, é mais difícil que um líder de paz consiga ter sucesso sem dar um passo atrás e colocar a organização toda na mesma página para que cada colaborador e área consiga agir de forma mais autônoma e construtiva. Dependendo do tamanho da organização, este pode ser um processo demorado. Os líderes de guerra geralmente distribuem as tarefas de acordo com o planejamento que desenharam para a organização, segundo uma visão hierarquizada, rígida e realizam o microgerenciamento do que consideram vital.

Líderes de paz investem tempo desenhando a cultura. Líderes de guerra definem a cultura em tempos de guerra. Enquanto o primeiro modelo é proativo e procura criar um senso de identidade e propósito, o segundo é reativo às circunstâncias e o que é certo hoje, amanhã pode ser revisto, se for para vencer.

Líderes de paz consideram a competição como outros navios em um grande oceano, que talvez nunca vão se ver. Líderes de guerra imaginam que a competição espreita sua casa e quer raptar suas crianças. Enquanto o primeiro se mostra mais despreocupado com os fatores externos, embora não deva negligenciá-los, o segundo está sempre paranóico e tentando antecipar os movimentos do mercado, gerando estresse e esforços que podem ser desperdiciosos se não houver parcimônia.

Líderes de paz treinam seus colaboradores de forma a buscar a satisfação e desenvolvimento de carreira. Líderes de guerra treinam seus funcionários de forma que eles não sejam abatidos no campo de batalha. Enquanto a primeira visão busca que as pessoas busquem sua realização e seu desenvolvimento, a segunda visão forma combatentes corporativos que não hesitarão em usar todos os meios necessários para vencer em sua carreira.

Líderes de paz miram na expansão do mercado. Líderes de guerra querem ganhar o mercado.
A palavra aqui é sustentabilidade. Quando a postura de algum líder é demasiadamente forte por ganhar o mercado, isso implica em redução de preços, crescimento a todo custo, pressão interna, serviços e atendimento de baixa qualidade, etc. Se existe uma falsa ideia de benefício para o mercado consumidor, precisamos ter em mente que podemos estar nivelando o que é relevante por baixo.

Líderes de paz tentam tolerar desvios do plano quando há esforço e criatividade. Líderes de guerra são intolerantes.

Líderes de paz não levantam a voz. Líderes de guerra raramente falam em um tom normal.

Líderes de paz trabalham para minimizar conflitos. Líderes de guerra aumentam as contradições.

Líderes de paz tentam ter apoio amplo. Líderes de guerra não buscam o consenso e não toleram discordâncias.

Cada estilo de liderança tem seus pontos favoráveis e contrários. O ideal seria que os líderes conseguissem ter as atitudes e habilidades que mais fossem úteis a cada caso, mas isso dificilmente acontece.

Mais valioso que tentar ser um canivete suiço, é ter um bom autoconhecimento e procurar posições em que seu estilo de liderança seja relevante para o desenvolvimento do negócio e para sua realização.